Hoje no fim de fazer jogging fui com a minha Mitbewihnerin a casa de amiga dela, a Susy. A Susy é uma mulher de 46 anos, uma mulher igual a todas as outras, mas com uma história bem diferente daquelas a que estou habituada a ouvir. A Susy é prostituta. Antes da queda do muro a Susy vivia na parte leste, e trabalhava numa loja. Quando o muro caiu a Susy, como muitas outras mulheres ficaram sem emprego, nunca quis estudar, mas sempre gostou de grandes luxos, tentou trabalhar em vários sitios, mas nunca conseguiu. Entao começou a prostituir-se, pois como ela me disse é uma maneira fácil de arranjar dinheiro. Ela prostitui-se há 15 anos, mas só há quatro anos é que a prostituição é legal na Alemanha. Depois de termos tomado duas chavenas de café e de ela ter ganho confiança comigo, disse-me aquilo que fazia. Ao inicio fiquei um bocado "chocada", mas adorei a possibilidade de estar frente a frente com uma prostituta. Primeiro deixei-a contar-me as coisas todas, depois comecei eu com as minhas perguntas.
Como devem imaginar ela nao me contou como era ser prostituta ilegal, apenas legal.
Começou-me a dizer que era dona de um bordel e que ela é que "escolhia" as pessoas que trabalham com ela, apenas mulheres.
Disse-me que recebi-a por volta de 300€ por noite, o que dava para pagar o apartamento e o resto das suas coisas. Disse-me que já fez coisas que nao gostou, mas que agora se pode dar ao luxo de recusar as que nao gosta de fazer. Mostrou-me fotos dela pornograficas. E contou-me imensas histórias que já lhe aconteceram...
Depois passámos para a parte de ser eu a fazer as perguntas :) Mas vou só deixar aqui algumas, pois as outras são só para mim...:)
Perguntei-lhe se ela já se tinha apaixonado por algum cliente, ao qual ela me respondeu que nao. Perguntei-lhe como que idade é que se "podia" ser prostituta na Alemanha, ela disse-me aos 21, por causa da legalizaçao. Perguntei-lhe como é que os namorados reagiam ao facto de ela ter aquela profissao, e ela disse-me que agora reagiam bem desde que era legal, porque com isso conseguia pagar tudo. E por ultimo perguntei-lhe se ela gostava daquilo que fazia e ela disse-me que ao inicio foi um bocado complicado, mas que agora como já estava tao habituada já passou a fazer por gosto.
Adorei esta minha nova experiencia. Porque sempre quis ter a possibilidade de estar "frente-a-frente" com uma pessoa assim, por isso nao exitei em fazer-lhe todas as perguntas possiveis e imaginaveis. :)
3 comentários:
Bem, bom post Ritz. Apesar fazeres apenas um pequeno e rapido resumo sobre uma conversa, poupada, até de forma intensional, aos detalhes, imagino que terá sido uma conversa interessante(e pouco habitual). =)
sim, foi mais um passo rumo á tolerancia...coisa que ainda falta mt por estes lados...só transcreveste parte da conversa mas dá pra ver que por tras d uma prostituta estará sempre uma mulher, um ser humano..com historias iguais a tantas outras..só é pena teres de ir á alemanha pra poder ter uma conversa assim =)
txi!! ana!! e nós que andávamos de um lado para o outro na Oranienburger durante horas a tentar ouvir o que a prostitutas diziam aos homens que passavam!!;P Sim, deve ter sido uma conversa muito interessante!!
tenho muitas saudades tuas!! Em q dia chegas? Tenho muitas muitas saudades, acredita!!!
Muitos beijinhos, Camila
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