sábado, 24 de outubro de 2009

Paris for the weekend...


Uma escapadinha ate' Paris fez-me sentir melhor :)

Tinha oferecido esta viagem à minha mãe, como prenda de anos, mas acho que fez bem ás duas. Paris nunca foi uma cidade que me atraiu muito, mas para vos ser sincera mudei de ideais num instante :)

É uma cidade um bocado cara...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

De volta a Portugal...

Há mais ou menos um ano atrás, achava que ir de Erasmus custava imenso. Na verdade não...o que custa mesmo é voltar para Coimbra...O Pós-Erasmus é uma situação complicada...Passei 15dias no Algarve, fui um fim de semana para Ribeira de Pena com a Sara, e comecei a preparar-me psicologicamente para recomeçar aqui a minha vida. Para ser sincera odeio cada vez mais a minha faculdade, odeio o facto de as pessoas se preocuparem com coisas mesquinhas que não cabe na cabeça de ninguém, e certas intrigas de que eu já não tenho paciência. Recomecei um ano em cheio, ainda me falta receber um nota de Berlin, o que para mim já é uma dor de cabeça. Depois achei que a melhor coisa para lidar com a situação do Pós-Erasmus era ocupar o meu dia...Pois achei mal...Meti-me em coisas a mais que agora não posso deixar. É a FEUC, é o NES, é a ASP ( ONG onde estou a fazer voluntariado) e o CES, fora os imprevistos. Tempo para mim?? Impossível...
Sonho todos os dias com Berlin...dou por mim a falar alemão sozinha, e a ver as viagens. Quero voltar, mas cada vez mais se torna impossivel :( Quando vejo imagens de Berlin na TV, só me apetece chorar...Ninguem consegue imaginar como me sinto mal, quando ouço falar de Berlin, ou quando vejo as fotos (que são todos os dias).
Daqui a dois fins de semana, parto para Paris, não é uma cidade que me fascine muito, mas sempre dá para espairecer por uns dias....

Chegou o Outono e faz-me lembrar os dias lá...Daqui a uns meses chega o Inverno e já nem vou ver bem a diferença, falta-me a neve e o Glühwein. :) Faltam-me os mercados de Natal...Falta-me tudo...

Sinto que uma parte de mim ficou lá e não consegue voltar mais...Como gostava que algum dia alguém me entendesse.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tschüss Berlin

Peguei nas malas, fechei a porta do quarto que me acolheu durante 11 meses, e dirigi-me para o aeroporto, mas o sentimento que vem comigo e’ bem mais diferente. Chorei imenso, por todas as coisas que passei aqui, por todas as amizades que fiz, por todas as dores de cabeça, pelas três semanas há procura de um quarto, por todas as saudades, por tudo o que esta cidade magnífica me ofereceu. Fiz amizades que espero que fiquem para a vida, conheci pessoas, lugares que vão sempre ficar para sempre marcados na minha memória. Aprendi a cozinhar, a sobreviver sozinha, aprendi a ser forte, a ser mais desinibida, a não julgar as pessoas por aquilo que aparentam e aprendi que há culturas, pessoas, cidades fantásticas para além do nosso país. Todas as pessoas me diziam que o melhor ano das nossas vidas é o ano de Erasmus, sim é verdade, é a melhor experiência das vossas vidas acreditem, e recomendo a todas as pessoas para o fazerem.
A experiência em viver noutro país é sempre benéfica. Uma fez ao fazer um trabalho sobre a migração apercebi-me que existem duas fases que encaixam perfeitamente: “Ambivalência porque são ganhos e perdas profundas ao mesmo tempo. Na verdade, um primeiro momento de muitas perdas, e paulatinamente os ganhos vão dando lugar a elas. Todos que saem do seu país sabem das coisas que vão deixar mas não sabem as coisas que vão ganhar. Por isso ninguém tem 100% de certeza de que essa é a escolha certa. Por isso choro e riso, festas de despedida com momentos de alegria, orgulho e outros de medo e angústia. A outra característica é a solidão: tudo o que você conquistar (desde aprender a pedir um pedaço de pão na padaria), até amigos, pessoas que te querem bem, o idioma, a geografia, o saber orientar-se dentro das cidades, tudo são conquistas pessoais e intransferíveis. Da mesma forma as lágrimas, arrependimentos, dores e desamparo são únicos. Não há nada nem ninguém que possa mensurar ou compreender esses sentimentos. Eu poderia passar anos contando como foi viver na Itália, na Alemanha ou na Espanha mas nunca ninguém poderá captar a riqueza do que foi viver por lá.”. É mesmo isto apesar de vos descrever o que vivi, o que senti, ninguém vai conseguir captar esta riqueza. Vai custar voltar para casa, voltar a não conseguir gerir o meu tempo, não poder viajar, não poder fazer o que quero, naquela hora e naquele momento específico. Tornei-me egoísta vivi um ano sozinha e custa agora voltar a um mundo em que tenho de depender de outros. Mas a vida é assim, pode ser que volte a fazer “Erasmus”. Lutem pelos vossos sonhos, não tenham medo das consequências, porque vão-se aperceber, como eu, que os sentimentos mais negativos são os melhores para as pessoas crescerem.


“Segredos desta cidade levo comigo para a vida.”